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Pegando na Dica de ontem, podemos continuar:
As expressões nascidas da integração dos açorianos na América do Norte não são uma língua, ou sequer um dialecto. O ”açorianense”, chamar-lhe-íamos assim, também não é, ainda, um “patoá”, embora já pareça, e por isso talvez um dia o venha a ser (daqui a 500 anos).
Patoá é a adaptação para a nossa língua do termo francês “patois”, a designação que os franceses utilizam para classificar, e depreciar, algumas variantes regionais da língua e vocabulário falados em França (sobretudo no Norte) e na Bélgica francófona.
Um pátoa também pode ser o resultado da fusão (mix) de duas ou mais línguas, a que se chama um crioulo.
Os crioulos são o resultado da expansão europeia, e somam, pelo menos, dois idiomas: um europeu e um segundo de uma população oriunda da África ou da Ásia, geralmente deslocada para um terceiro território.
Em Macau existe o crioulo patoá, quase extinto. Mas em Cabo Verde há o Crioulo, que já não é um patoá, mas uma língua, com forma escrita, gramática, produção literária, e é a segunda língua do país.
Noutros pontos do mundo surgiram patoás célebres, como na Jamaica, onde germinou a cultura rasta, ou na Louisiana, com o cajun, que combina o francês falado no Canadá, com a linguagem dos escravos e o inglês.
Quem quiser mais, pode ainda seguir o anexo.
ROC PÁDUA
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