Sem rei, nem ROC
01-Abr-2009

Durante o dia, os ROC vão estar fora. Vão poder ser avistados aqui juntinho ao Tejo, com canas de pesca em punho, a lançar o anzol à sorte.*

E porquê? Porque no primeiro de Abril é dia do peixe. Ou antes, pesce d'aprile para os italianos ou poisson d'avril, chamam-lhe os franceses. A pescadaria, metáfora de brincadeira, faz deste o April Fool's Day, nos países de língua inglesa; já em países de língua espanhola, a data não se celebra hoje, mas a 28 de Dezembro, Día de los Santos Inocentes, fórmula bem mais simpática. Com sotaque novelesco brasileiro, diria Dia dos Bobos. Em bom português, hoje é Dia das Mentiras.
 
Lê-se pela Internet (não sei se acreditar) que o costume terá surgido em França, quando o rei Carlos IX resolve adoptar o calendário gregoriano. Até então, o ano novo era festejado entre 25 de Março e 1 de Abril, com a chegada da Primavera. Em 1564, com a decisão de Carlos IX, começa a ser comemorado a 1 de Janeiro. Mas alguns habitantes terão resistido à mudança, agarrando-se ao antigo calendário. Tornam-se figuras de ridículo, alvo de brincadeiras, as plaisanteries – para eles com pouca piada. Dos vizinhos, estes “tolos de Abril” recebiam prendas estranhas e até convites para festas que não tinham lugar. A tradição expandiu-se depois a amigos e familiares, alastrando por toda a Europa.

No último século, os media viram nesta uma oportunidade para lavar as mãos da rotina de rigor e divertem-se a criar pequenas mentiras, umas mais mirabolantes que outras. Todas colhendo crentes.  Entre as cem maiores mentiras de sempre está a existência da Ilha de San Serriffe, invenção do jornal britânico The Guardian, ou o excelente ano para as árvores de esparguete, em foco numa reportagem da BBC, em 1957, que muito entusiasmo despertaram junto dos espectadores. E houve relato de pinguins voadores, cenouras-assobios, óvnis a aterrarem em Londres, da recandidatura de Nixon à presidência em 1992, ou da decisão do estado de Alabama de mudar o valor do pi, de 3,14159 para 3,0, número bíblico.  Mais recente é o anúncio do Google Gulp, bebida com marca de motor de busca, ou a mudança de nome da Desciclopédia –  comprada pelo sítio Pudim.com.br, convertia-se em Pudimpédia.

Por tudo isto, hoje mais vale abrir bem o olho ao que os meios de comunicação social reportam. Elas vão andar à solta, mais ou menos camufladas, no (às vezes inacreditável) fluxo noticioso do quotidiano. E cuidado com os açucareiros… Pode haver campanha de promoção de café salgado.

*O programa alicia, mas está sem efeito. À excepção dos afazeres do Pedro Rodrigues às quartas de manhã, estaremos no spot habitual. Cristina Silva Bastos, Roc Oriente

 

 
Uma hora faz a diferença?
27-Mar-2009

Cada segundo importa, por isso, amanhã, das 20h30 às 21h30, apaguemos a luz. A hora é do planeta. A responsabilidade é nossa.

À uma hora, já domingo, em Portugal Continental e na Madeira, meia-noite nos Açores, olhe para o relógio, dê-lhe corda ou acerte os dígitos, porque já são duas da manhã. Chegou a hora legal de Verão.

Queima-se uma hora nessa noite, mas a luz natural passa a acompanhar-nos até mais tarde. Positivo para o planeta, para poupar energia, e perfeito para finais de tarde que sabem já a estação quente. CSB

 

 
"Grandes Livros" no ar
27-Mar-2009

grandes_livros_na_rtp_2.jpgOs Maias, de Eça de Queirós, é o primeiro dos “Grandes Livros” que vão ser propostos na série que hoje estreia na RTP2, às 21h10, horário nobre. Ao longo de 12 programas, em tom documentário, meia centena de notáveis analisa e relê algumas das páginas mais emblemáticas da nossa literatura e o contexto em que foram escritas. Diogo Infante narra a vida e época dos autores, excertos que os tornam enredos célebres e outras histórias por contar.

Com um olhar diferente sobre estas obras-primas, em ângulos cativantes, o segundo canal do serviço público quer aguçar o gosto pela leitura; sobretudo, junto dos mais jovens.

E há uma dúzia de argumentos para a rendição à literatura portuguesa. Depois de Os Maias, por esta mesma ordem, folheia-se a Peregrinação, de Fernão Mendes Pinto, O Delfim, de José Cardoso Pires, Os Lusíadas, de Luís de Camões, Amor de Perdição, de Camilo Castelo Branco, Navegações, de Sophia de Mello Breyner, Sermão de Santo António aos Peixes, do padre António Vieira, Aparição, de Vergílio Ferreira, Livro do Desassossego, de Fernando Pessoa, Sinais de Fogo, de Jorge de Sena, Viagens na Minha Terra, de Almeida Garrett, e Mau tempo no canal, de Vitorino Nemésio.

Estas obras marcam presença nos manuais escolares, princípio que terá norteado a selecção, explica à Lusa Jorge Wemans, director da RTP2. Isto porque, adianta, se pretende que “de uma forma lúdica e apelativa, mas não de menor qualidade ou rigor, os jovens ganhem gosto pela leitura e pelas interrogações daqueles autores que continuam actuais nos nossos dias".

Meia centena de professores, ensaístas e críticos garantem o acompanhamento científico. Entre eles, destaque para a ex-ministra da Cultura Isabel Pires de Lima, o reitor da Universidade Aberta, Carlos Reis, a escritora e directora da Casa Fernando Pessoa, Inês Pedrosa, o historiador Fernando Rosas e os escritores Rui Zink e Francisco José Viegas.

Devido ao interesse público, estes “Grandes Livros” vão para o ar nos restantes canais RTP e seguem depois para edição em DVD. O director do canal admite ainda que a série possa vir a ser distribuída a escolas de ensino secundário, universidades ou ao Instituto Camões.

Com Lusa. Mais, seguir por aqui, por favor. Roc Oriente
 

 
Acordo ortográfico poderá ser implementado em Portugal e Cabo Verde a 5 de Maio
26-Mar-2009

Notícia da Agência Lusa, lida no sítio do jornal Público

 

 
<< Início < Anterior | 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 | Seguinte > Final >>

Resultados 17 - 20 de 104
© 2010 Fio de Aprumo