Pontuando
19-Mar-2009

Ontem reinou a confusão entre o verbo “suar” e o possessivo singular feminino “sua”, mas era preciso (re)conhecer regras de pontuação, saber aplicá-las, para chegar ao “Mãe, dê-me a toalha, disse ela”. Os vocativos exigem vírgula; tal como os incisos, que é também o caso.

Os sinais de pontuação servem a leitura e compreensão do discurso. Não são de emprego rígido, mas há um conjunto de regras convencionadas, algumas obrigatórias, a ter em linha de conta. E é a  vírgula que levanta o maior número de dúvidas (e erros). Além dos já referidos, outros dos mais comuns:

  • É obrigatória quando há uma perturbação da ordem directa, termos deslocados:
    – As janelas, o Zé prefere-as abertas para a luz entrar.  Portanto, em ordem seria: O Zé prefere as janelas abertas para a luz entrar.


  • Não há vírgula entre sujeito e predicado, na ordem directa, nem entre predicado e complementos: Bob Geldof leva Durão a um pub irlandês.

  • O “e” dispensa a vírgula, excepto em duas situações:
    – no polissíndeto: Lavei, e esfreguei, e lavei,  e esfreguei, mas a nódoa resistiu.
    – quando a frase muda de sujeito: A Primavera chegou em força, e os incêndios vieram atrás.

A consulta a qualquer bom prontuário ou gramática ajuda a sistematizar as regras, mas há também no Fio de Aprumo, em Dúvidas frequentes, um kit auxiliar. Roc Oriente

 
A Booktailors convida...
18-Mar-2009

 

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Ponto e vírgulas
18-Mar-2009

Hoje o desafio é proposto pela Rita Neves:

“Este é um teste realizado num curso da American Airlines.

Na frase seguinte deverá ser colocado UM PONTO FINAL e DUAS VÍRGULAS para que a frase tenha sentido. Pense antes de ver a resposta que está no final da página.

MARIA TOMA BANHO PORQUE SUA MÃE DISSE ELA DÊ-ME A TOALHA.








Não vale espreitar!









RESPOSTA:
Maria toma banho porque sua. Mãe, disse ela, dê-me a toalha.

A rasteira está, portanto, no uso do verbo suar, confundindo com o pronome possessivo (sua).”

 

 
Abertura fácil II
17-Mar-2009

Mais ainda, o lead

Deve evitar:
- os verbos: dizer/afirmar/declarar/referir;
- expressões como: entretanto/com efeito/advérbios de modo (somente, fundamentalmente) /adjectivos valorativos;
- ser escrito a negrito, pois pode levar a que o destinatário só leia essa informação e nem se dê ao trabalho de ler a restante;
- ultrapassar as 40/45 palavras (incluindo artigos).

NÃO deve:
- começar com uma declaração (se for fundamental utilizar uma declaração logo na abertura, esta deve ser transformada em discurso indirecto); 
- fazer considerações de ordem generalista;
- ser escrito no condicional ou gerúndio;
- utilizar frases negativas ou interrogativas.

CONCLUSÃO: Em teoria, no limite, se só sobrasse o lead, este deveria ser suficiente para aguentar a história (informação) que se pretende fazer chegar ao jornalista.”

Livro de Estilo LPM

 

 
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